O BBB15 vem aí, mas a sobrevida dos ex-BBBs é cada vez menor

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Os produtores do Big Brother Brasil começaram a busca pelos participantes da 15ª edição do programa, prevista para começar em 13 de janeiro do ano que vem. A primeira seletiva acontecerá nos dias 15 e 16 de maio, em Brasília. De julho a novembro, outras nove cidades serão visitadas: Recife, Campo Grande, Goiânia, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Vitória, São Paulo e Rio de Janeiro.

Nem todos os brothers e sisters são selecionados nessas peneiras. Olheiros da Globo visitam lugares com grande concentração de jovens bonitos, como baladas e shopping centers, a fim de descobrir 'talentos' para o reality show. Mas a nova edição não deverá contar apenas com moças de corpos curvilíneos e rapazes de músculos inflados. A palavra de ordem na produção do programa é diversificação.

Uma das maiores críticas em relação ao BBB14 foi a padronização dos competidores: muito parecidos na idade, na aparência física, na preguiça intelectual e na condição socioeconômica (classe média). A sonolenta edição deste ano não teve os famosos "pobrinhos", candidatos que usam a dificuldade financeira como estratégia para conquistar o apoio do público. A maioria dos 20 candidatos parecia mais interessada em beijar e transar do que na disputa pelo prêmio de R$ 1,5 milhão.

Outra ausência no BBB14 foi a de participantes "coroas", como o mineiro João Carvalho, que tinha 46 anos quando entrou no BBB12, e a paulista Naiá Barros, apelidada de Vovó Naná, que estava com 61 anos quando participou do BBB9. O Big Brother Brasil 15 poderá ter menos modelos e misses, e mais gente comum, de várias faixas etárias e profissões diferentes. Outra missão da equipe liberada pelo diretor Boninho: encontrar um gancho forte que impulsione a estreia, como foi a presença da personagem Valdirene, da novela Amor à Vida.

Apesar do desgaste do formato e da audiência em queda livre (média geral de 22 pontos, a pior de todos os tempos), o reality show ainda é interessante para a Globo. O faturamento da última edição superou os R$ 200 milhões, entre cotas de patrocínio e ações de merchandising nas provas e festas. Quem adora odiar o BBB já pode começar os xingamentos: o contrato com a produtora Endemol, dona do formato, prevê a realização de mais quatro edições até 2018.

Em 12 anos, Big Brother Brasil produziu figuras populares como Kléber Bambam (BBB1), Sabrina Sato (BBB3), Jean Wyllys (BBB5), Grazi Massafera (BBB5) e Diego Alemão (BBB7). Com mais ou menos sucesso, eles se mantêm em evidência na mídia, e alguns ficaram milionários ao emplacar carreira na TV. Já nos últimos anos até os vencedores tiveram dificuldade em esticar os 15 minutos de fama. E o cachê de ex-BBBs para a tal presença vip em eventos e outros trabalhos nunca foi tão baixo.

Do BBB14, a única sister a assinar contrato até o momento para posar nua foi a ex-miss Amanda Gontijo. Ainda no confinamento, a ruiva disse que só tiraria a roupa por R$ 800 mil. Aceitou estrelar a edição de maio da Playboy por R$ 100 mil. Alguns brothers e sisters fizeram ensaio sensual (sem nudez) para o site Paparazzo, que pertence às Organizações Globo. Os cachês variaram entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.

Duas semanas após o fim da edição deste ano, a campeã Vanessa Mesquita praticamente sumiu do radar da imprensa. Ela aparece aqui e ali, em notinhas esporádicas sobre o titubeante namoro com a stripper Clara. Faz tempo que o Big Brother Brasil não produz um fenômeno de popularidade que conquiste espaço próprio no universo das celebridades. Quem sabe em 2015, quando vai começar tudo de novo. Para a alegria de quem ama espiar, e o desespero dos que mandariam o próprio BBB para o Paredão. 


Fonte: Terra

Data: 16/04/2014